Sequestro
Tu acordas com muita dor de cabeça. Está num quarto escuro, onde só há uma cama, cabeceira e abajur. Este último desligado.É possível visualizar apenas o contorno dos objetos, por causa da luz de um outdoor lá fora. Está está escrito “Hotel”. A cama está revirada, com os lençóis pelo chão. Um carro passa lá fora, e a luz do farol te faz ver uma silhueta. A cabeça lateja mais forte. Você pergunta se há alguém, mas não há resposta. Outro carro passa e ilumina o aposento. “Onde estou?” – tu sussurras. O outro sorri. “Não dava pra te deixar ir embora…”. “O que está acontecendo?” – tu perguntas, tentando olhá-lo nos olhos. Não os encontra, devido à escuridão repentina. A placa lá fora apagou.
No escuro, tentas sair da cama. Ele toca teu braço, mas tu o puxas pra perto. Tentas ir em direção à porta. A dor não para. “Me larga!” – gritas ao sentir a pressão no ombro. Mais um carro na rua, e por um segundo se vê o quarto todo: o homem está com a mão no bolso e tu estás correndo para a porta. Dela, só possível ver uma faixa de luz vinda do corredor. Tu olhas fixa para essa luz. Ele olha fixo para ti. Entram os dois de volta no escuro total. Escutas um click logo atrás da tua nuca. Paras imediatamente. “Não te mexe, ou eu atiro” – fala ele. “Por favor, me deixa ir” – sussurras. Ele segura teu pescoço com a mão esquerda; com a direita, aperta a arma contra tua cabeça.
Bom, o trechinho acima pode ser o começo de uma história ou conto. Ficaria divertido como uma cena de curta. Queria mesmo era experimentar essa parte em que tudo meio que congela e o narrador fala sobre o que está acontecendo com os personagens. Uma ideia a toa. Se quiser acabar a história, fique a vontade. Se eu pensar em um final legal, eu ponho no papel, e posto aqui.



Deixe uma resposta