Book-o-matic

Uma situação:

Tu tá bem tranquilo, andando pela estação pra pegar o metrô. De repente, vê uma máquina no velho estilo de máquina de refrigerante. Mas não está escrito “Coca-Cola” nessa máquina, não. Está escrito “Livros”. Curioso é pouco para descrever, mas a idéia deu certo.

Máquina de quê?

Que tal um livro?

Que tal um livro?

O invento, criado por Fabio Bueno Netto, é uma mão na roda pra quem sente vontade de ler e não tem acesso fácil no momento. É uma comparação meio infame, mas é como a história da máquina de refrigerante. Quem compra na máquina sente vontade na hora. Não planejou comprar uma latinha de refri. Mas a máquina de livros também não decepciona no preço das obras. Custam no máximo R$ 5,00. E como conta o próprio Fabio: “Temos observado a seguinte evolução: o primeiro livro é comprado por impulso. A seleção de livros facilita a próxima compra, caso o cidadão goste da primeira obra. Ele adquire então o terceiro e quarto livros. E, de repente, quando menos percebe, já está inoculado e passa a entrar em livrarias de peito estufado e cabeça erguida.”

As “máquinas de livros” já vendem entre 12 mil e 15 mil (!) obras por mês, em metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro. E apesar dessas máquinas ainda não terem chegado aqui no RS, eu fico orgulhosa da iniciativa de disponibilizar a cultura para quem estiver disposto a recebe-la, por um preço muito acessível a todos. Felizmente, nunca passei necessidade e meus pais sempre valorizaram a cultura e me disponibilizaram bons livros. O legal disso tudo é que, além de ajudar um desavisado que quer ler alguma coisa enquanto viaja no metrô, mostra boas leituras para quem tem pouco dinheiro para gastar em livrarias.

Livros Viajantes

Mas, para quem o negócio não é comprar, e sim doar, há uma ação muito divertida chamada BookCrossing. É algo como “Livros Viajantes”, numa tradução bem livre. A proposta é que a gente pegue um livro que a gente esteja pronto para passar adiante e vá no site do BookCrossing, etiquetar nosso livro com um número e deixa-lo em algum lugar na cidade. Alguém vai achá-lo e levá-lo para casa. Essa pessoa que achar o teu livro vai descobrir esse site, do BookCrossing, assim como aconteceu contigo. Então, ela também vai deixar um livro em algum lugar e assim acaba se desenvolvendo uma enorme teia de pessoas! Além de interessante, ajuda a divulgar a leitura.

Mais sobre a Máquina de livros:

http://www.24×7.com.br/website/index.asp?endereco_site=www.24×7.com.br&par=&email=&gclID=

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG77224-8377-3,00.html

http://www.vivaleitura.com.br/noticia_show.asp?id_noticia=204

Por hoje é só, mas amanhã tem mais!  :-)

~ por Ariane Neuhaus em Janeiro 7, 2009.

5 Respostas to “Book-o-matic”

  1. [...] Book-o-matic – Para comprar livros automaticamente [...]

  2. Quando, num futuro bem distante, o metrô de Salvador ficar pronto, espero ver umas máquinas desse tipo por lá.

    • É, e quando a minha singela cidadezinha de interior tiver capital para bancar um metrô, tomara que botem uma dessas. Bom, acho que não vou viver o suficiente para ver isso acontecer. Por aqui é mais provável que acrescentem outra linha de ônibus pra colônia nos próximos anos. Dá uma olhada no tamanho da cidadela: sem contar a colônia, tem 26 mil e poucos habitantes. Não chega a ser pobre, mas não é rica. Talvez rica em beleza, mas o caixa não dá pra muito.
      Tem vários vídeos daqui no YouTube.
      Esse aqui tem bastante fotos e algumas menos comuns (longe das praias mais visitadas). Clica aqui pra ver.

      E valeu pelo teu comentário. Grande abraço.

  3. A grande vantagem desse negócio é que o risco além de ser pequeno é a mobilidade de poder escolher outro ponto comercial, e fugir da falência do ponto fixo.

    A iniciativa de vender lixo a preços populares fica acessível, contudo num país cujo anafalbetismo ainda é uma barreira e ser vencida pode ser inicialmente desafiador. Acho que esta máquina poderia ganhar novos espaços como Shoppings, pois a circulação de pessoas além de ser diária, o fluxo também ajuda a propaganda do negócio.

    • Concordo contigo, Allan. Os Shoppings seriam um dos melhores lugares para implementar essa máquina. Sem dúvidas, o poder aquisitivo e escolaridade dos frequentadores deles é maior que dentro de um metrô. Porém, o objetivo da máquina é oferecer livros baratos para despertar o prazer da leitura. Com esse ponto de vista, o metrô foi a melhor opção. Sendo uma novidade, acho que ela pode superar as dificuldades (como o analfabetismo de parte da população). Ao menos, assim espero.

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